quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pílulas do Vicente Limongi Netto


Impeachment de Collor
Defensores da permanência de Dilma na Presidência da República, entre eles, juristas, jornalistas, políticos, artistas, analistas  e empresários, na ânsia desesperada  de retrucar aqueles que pensam o contrário, alegam que existiam denúncias que justificavam o impeachment de Collor, situação que, de acordo com a manada favorável a Dilma, não ocorre agora.

Na verdade, a maior bandeira das patifarias usadas pelos algozes de Collor foi um carro Fiat Elba que servia à cozinha da Casa da Dinda. Outra aberração ,em forma de matéria investigativa que os paladinos de barro também usaram contra Collor, foi leviana e irresponsável matéria de revista semanal.
Tratava-se de capenga e atormentada entrevista de ressentido e já doente irmão de Collor, com grotescas e infundadas acusações. Collor foi apeado da Presidência da República por orquestrado e imundo jogo político, e não por corrupção. Tanto é verdade que foi inocentado em dois julgamentos pelo STF.
Como presidente da República Collor jamais induziu, pressionou ou mandou algum ministro brecar ou atrapalhar qualquer investigação em curso sobre o covarde, canalha e imoral impeachment que o arrancou do cargo. Muito menos determinou que fizessem barganhas envolvendo cargos.
Farsante
É cômico e patético se não fosse estúpido. De repente a política ficou repleta de paladinos de meia pataca. Botam  uma máscara desgraçada de isentos. Falam dos adversários políticos como se fossem sábios que descobriram a vacina contra todos os males da humanidade. Só eles prestam. Não têm defeitos. É o caso marcante,  por exemplo, do obscuro e ressentido deputado Roberto Freire(Painel - 11/4), citando com cinismo e torpe ironia, Paulo  Maluf e Fernando Collor. Nem com o telescópio da NASA consigo enxergar em que o pretensioso e arrogante  presidente do PPS é melhor e mais digno do que Maluf e Collor.
Falta Lacerda
Falta Carlos Lacerda, seguramente, a meu ver, o maior tribuno e o mais fulgurante  orador que o Congresso Nacional conheceu. Poucos parlamentares hoje, diria até, raríssimos, têm a inteligência e o brilhantismo do saudoso Lacerda, que também foi respeitado jornalista, que enfrentava todos com firmeza, lucidez e rapidez de raciocínio. Lacerda faz imensa falta.
Melhoraria a qualidade política e mental, da atividade pública, hoje tão em baixa no cenário da vida nacional. O que temos hoje são obscuros e medíocres fantasiados de imaculados, diariamente falando besteiras. Tanto no senado como na Câmara.  Mestres em falar pelos cotovelos , mas não dizem nada que se aproveite em favor da coletividade. São cretinos e cinicos engravatados que botaram na cabecinha ôca que são carrascos e juizes. Não têm espelho em casa. Muito menos autoridade nem moral para criticar ou insultar ninguém. São apenas pigmeus e vassalos da banda podre da midia, que se julga dona da verdade e do Brasil.

Seis por meia dúzia

A surrada, venal e ordinária cartilha dos políticos boçais que tiram onda de imaculados, determinou que Michel Temer saia do jogo, para a entrada triunfal do  bolorento e galhofeiro Romero Jucá.  Mestre na imunda arte de enganar trouxas e desinformados. Jucá disputa com o insano, decaído e medíocre Lindenberg Faria, o troféu do senador mais grosseiro do planeta.  A dupla não respeita a liturgia.

Na sessão de terça-feira ,Jucá e Lindenberg, nas suas débeis argumentações, debocharam do senador Collor. Desrespeitaram o colega e ex-presidente, ausente do plenário. Pura molecagem. Por sua vez, os senadores Cristovam Buarque e Aloisio Nunes foram elegantes em seus apartes ao puríssimo Jucá.  Salientaram  que diante da podridão  e dos escândalos que afundaram o governo Dilma, Collor merece, então,  desculpas dos brasileiros, já que  foi arrancado da Presidência da República por acusações  consideradas irrelevantes e menos graves.

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